Será que por causa de carência a gente deve aceitar certas coisas? Será que pra evitar a dor momentânea de uma separação , devemos aceitar e aguentar desrespeitos e rejeições? Será que com o tempo a gente aprende a dominar a dor da separação?
Ou apenas ter uma ruptura repentina minimizaria o tempo de dor? Minimizaria o tempo mas a intensidade de uma ruptura repentina é grande. O que será que é pior? Empurrar com a barriga ...e esperar que uma hora a gente se torna mais forte para tomar a decisão? Ou como eu aprendi que é melhor uma dor intensa mas única do que vários dias sofrendo ..dia a dia...até que se fica formigando sem sentir mais nada?
Até que ponto a dor é genuína ou é apenas aquela dor de cotovelo clássica de quem percebe que não consegue ser respeitada como queria? Até que ponto existe um sentimento importante na relação ou é apenas uma situação de não ter nada melhor no momento. Sabe, quando se tem fome...serve uma sopa de milho mesmo...embora a sopa de milho não seja exatamente boa ao paladar. Bem, tipo "Pode ser Pepsi"? Ta pode ser pepsi. No meu caso até prefiro a Pepsi do que a Coca-Cola então é meio relativo.
Ou seja, me livro do estrupício ou não? Porque já tive provas suficientes de que não vai ter mudança significativa no caráter e na personalidade do cara. Será que devo aguentar apenas para usar no momento de necessidade? Humm isso é muito feio não? Bem fora dos meus padrões de moral. Mas..eu sou tão usada ou já fui tão usada ...que isso acaba sendo uma coisa corriqueira e as vezes até aceitável. Se é que vocês me entendem corretamente. No caso como uma mulher que entra pela primeira vez num strip club. Ela acha tudo bem diferenete e com uma certa vergonha admira as moças nuas com seus corpos perfeitos atraentes dançando e seduzindo os clientes que ali estão em êxtase com tamanha sedução. E então a mulher que pela primeira vez entra admira ao mesmo tempo que tem receio do ambiente do night club . Se esta mulher conhecer os profissionais que ali trabalham e frequentar o lugar com mais frequência..chegará um dia que o que então no primeiro dia era coisa do outro mundo, será a coisa completamente mais normal e simples que existe. Estão seguindo meu pensamento? Nesse exemplo mostro como podemos nos acostumar à situações que poderiam ser inaceitáveis quando nos acostumamos à elas.
Então a relação que já não tem mais frutos, já anda desgastada, já não tem mais adendos, passa a ficar usual e não menos sem graça e sem emoção. Apenas está ali.
Aí vem a questão: Romper ou não romper?
terça-feira, 17 de maio de 2011
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